A saúde digestiva tem um impacto significativo no bem-estar e na qualidade de vida. Sintomas como inchaço abdominal, refluxo, obstipação, diarreia ou desconforto após as refeições podem interferir com a rotina diária e, em alguns casos, estar associados a condições específicas do sistema digestivo.
A alimentação pode desempenhar um papel importante na gestão destes sintomas. No entanto, não existe uma estratégia alimentar adequada a todas as pessoas. O acompanhamento nutricional deve partir de uma avaliação individual, considerando a condição clínica, os sintomas, os hábitos alimentares, o estilo de vida e as necessidades de cada pessoa.
Na Integrativa, esta é a base da consulta de Nutrição dedicada à saúde digestiva.
Em que situações pode ser útil o acompanhamento nutricional?
A consulta de Nutrição pode integrar a abordagem a diferentes sintomas e condições gastrointestinais, entre os quais:
- síndrome do intestino irritável (SII);
- SIBO;
- refluxo gastroesofágico;
- gastrite;
- obstipação;
- diarreia;
- inchaço e distensão abdominal;
- intolerâncias e dificuldades digestivas;
- síndromes de má absorção;
- doenças inflamatórias do intestino;
- diverticulose;
- alterações hepáticas, pancreáticas ou das vias biliares.
Cada uma destas situações apresenta características diferentes. Mesmo entre pessoas com o mesmo diagnóstico, os sintomas, tolerâncias alimentares e necessidades nutricionais podem variar consideravelmente.
Por esse motivo, a intervenção nutricional deve ser sempre adaptada a cada caso.
Muito mais do que retirar alimentos
Quando existem sintomas digestivos, é comum surgir a ideia de que será necessário eliminar vários alimentos da alimentação. Mas uma abordagem nutricional adequada não deve partir automaticamente da restrição.
Antes de qualquer alteração, é importante perceber o que está a acontecer, quais os sintomas, quando aparecem e como se relacionam com a alimentação e com a rotina da pessoa.
Em alguns casos, pode ser necessário ajustar temporariamente determinados alimentos ou grupos alimentares. Noutros, o foco poderá estar na quantidade, frequência, confeção dos alimentos, distribuição das refeições ou equilíbrio global da alimentação.
Sempre que uma restrição é considerada necessária, deve existir uma razão clara para a sua utilização e uma estratégia adequada para evitar limitações nutricionais desnecessárias.
O objetivo não é tornar a alimentação progressivamente mais restritiva, mas encontrar uma forma de comer que seja simultaneamente nutricionalmente adequada, bem tolerada e possível de manter no dia a dia.
Uma consulta adaptada à realidade de cada pessoa
Na primeira consulta é realizada uma avaliação detalhada do contexto individual. Para além dos hábitos alimentares, são considerados os sintomas digestivos, historial de saúde, diagnóstico quando existente, medicação ou suplementação, rotina, preferências e objetivos.
Exames e análises anteriores também podem ser importantes para compreender melhor o contexto clínico.
A partir desta avaliação é definida uma estratégia nutricional individualizada.
Isto significa que duas pessoas com sintomas semelhantes não recebem necessariamente as mesmas recomendações. A alimentação deve ser ajustada não apenas à condição clínica, mas também àquilo que cada pessoa consegue aplicar de forma realista na sua vida.
Saúde digestiva e síndrome do intestino irritável
A síndrome do intestino irritável, por exemplo, pode apresentar-se de formas muito diferentes. Algumas pessoas têm predominantemente obstipação, outras diarreia, e outras alternam entre ambas. Inchaço, gases e dor abdominal também são frequentes.
Nestes casos, uma avaliação alimentar detalhada permite identificar possíveis padrões e estabelecer uma estratégia adequada à sintomatologia.
Dependendo da situação, podem ser trabalhados aspetos como o consumo de fibra, hidratação, distribuição das refeições, tolerância a determinados alimentos ou outras intervenções nutricionais específicas.
Protocolos alimentares mais restritivos, quando indicados, devem ser utilizados de forma criteriosa e acompanhada, evitando eliminações prolongadas sem necessidade.
E no caso de SIBO?
O SIBO — Small Intestinal Bacterial Overgrowth, ou sobrecrescimento bacteriano do intestino delgado, é outra situação em que frequentemente surgem dúvidas relacionadas com a alimentação.
Inchaço, gases, alterações do trânsito intestinal e desconforto abdominal podem estar presentes, mas estes sintomas também podem ocorrer noutras condições digestivas.
Por isso, não é aconselhável iniciar dietas muito restritivas apenas com base nos sintomas. A avaliação e o diagnóstico médico, quando necessários, devem acompanhar a intervenção nutricional.
O papel da Nutrição é adaptar a alimentação à situação individual, procurando melhorar a tolerância digestiva e assegurar simultaneamente uma ingestão nutricional adequada.
Refluxo e gastrite: a alimentação também deve ser individualizada
No refluxo gastroesofágico e na gastrite é comum encontrar longas listas de alimentos considerados “proibidos”. Na prática, nem todas as pessoas reagem da mesma forma aos mesmos alimentos.
Além da escolha alimentar, fatores como o tamanho das refeições, horários, consumo de determinados alimentos em conjunto e hábitos relacionados com as refeições podem influenciar os sintomas.
Mais uma vez, a estratégia deve partir da experiência e sintomatologia individual em vez de impor restrições generalizadas.
Acompanhamento especializado em saúde digestiva na Integrativa
Na Integrativa, as consultas de Nutrição são realizadas pela Nutricionista Joana André, cuja formação inclui o Master in Nutrition and Digestive Diseases, pelo ICNS – Instituto de Ciencias de Nutrición y Salud.
O acompanhamento parte de uma visão individualizada da Nutrição, procurando compreender não apenas os sintomas, mas também a pessoa, os seus hábitos e a sua realidade.
O objetivo é construir estratégias alimentares equilibradas e sustentáveis, adequadas à condição clínica e às necessidades nutricionais de cada pessoa.
Quando existe uma doença gastrointestinal diagnosticada ou sintomas que necessitam de investigação, o acompanhamento nutricional deve complementar e não substituir a avaliação e orientação médica.
Uma alimentação adequada ao seu caso
Conviver com sintomas digestivos não significa necessariamente viver com uma alimentação cheia de restrições.
Uma avaliação nutricional cuidada pode ajudar a perceber quais são as alterações que realmente fazem sentido e a construir uma alimentação mais confortável, equilibrada e adequada às necessidades de cada pessoa.
Na Integrativa, pode marcar uma consulta de Nutrição presencial ou online e realizar uma avaliação individualizada da sua saúde digestiva.
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