O Reformer é um dos equipamentos mais conhecidos do Pilates. À primeira vista, parece uma máquina complexa, mas a sua lógica é simples: um carro que desliza sobre uma estrutura e um sistema de molas que pode ajudar ou desafiar o movimento.
Quando é utilizado por fisioterapeutas com formação em Pilates Clínico, o Reformer torna-se uma ferramenta de reabilitação e de prevenção, adaptada à condição de cada pessoa.
O que é o Reformer
O Reformer é composto por uma plataforma móvel, o carro, que desliza sobre carris. O carro está ligado a molas com diferentes resistências, que podem ser ajustadas em cada exercício.
Inclui ainda uma barra para apoio dos pés, alças para as mãos ou para os pés e apoios para os ombros. Esta combinação permite realizar exercícios deitado, sentado, de joelhos ou de pé.
O que distingue o Pilates Reformer Clínico
No Pilates Reformer Clínico, as sessões são orientadas por fisioterapeutas com formação específica. Na Integrativa, o Pilates Clínico segue o método da APPI, o Australian Physiotherapy & Pilates Institute, que adapta os exercícios de Pilates ao contexto da reabilitação.
A grande diferença está no ponto de partida. Antes de começar, o fisioterapeuta avalia a postura, a mobilidade, a força e o historial de cada pessoa. Com base nessa avaliação, escolhe os exercícios, a posição, o número de molas e a amplitude de movimento mais adequados à fase em que a pessoa se encontra.
Vantagens do Reformer na reabilitação
As molas podem ajudar ou desafiar
As molas do Reformer tanto podem dar resistência como assistência ao movimento. Numa fase de dor ou de recuperação, podem facilitar um gesto que seria difícil de realizar sem apoio. Mais tarde, podem ser ajustadas para aumentar a exigência de forma gradual.
Menos carga sobre as articulações
Muitos exercícios são realizados deitado, com o corpo apoiado. Isto permite trabalhar a força e o controlo do movimento com menos carga sobre a coluna, as ancas e os joelhos, o que pode ser útil em fases iniciais da reabilitação.
Mais feedback sobre o movimento
O carro em movimento e a resistência das molas dão uma perceção clara de como o corpo se está a mover. Torna-se mais fácil perceber assimetrias ou compensações, e o fisioterapeuta pode corrigi-las durante o exercício.
Uma progressão gradual
Pequenas alterações nas molas, na posição ou na amplitude permitem aumentar a exigência passo a passo. Esta progressão acompanha a recuperação, desde a fase de dor até ao regresso às atividades do dia a dia ou ao desporto.
Um trabalho global
No mesmo equipamento, é possível trabalhar o core, os membros superiores e inferiores, a mobilidade da coluna e o equilíbrio. O corpo é trabalhado como um todo, e não apenas a zona onde surge a dor.
Para quem pode ser indicado
O Pilates Reformer Clínico pode ser indicado em diferentes situações, sempre após avaliação:
- dor lombar ou cervical;
- hérnia discal ou ciática, fora da fase aguda;
- recuperação de lesões no ombro, na anca, no joelho ou no tornozelo;
- fase final de reabilitação após uma cirurgia, com indicação médica;
- gravidez e pós-parto;
- desportistas que procuram melhorar a estabilidade, a mobilidade e a força;
- pessoas sem lesão que querem praticar Pilates com acompanhamento técnico.
Reformer ou Pilates no solo?
Não se trata de escolher um em vez do outro. O Pilates no solo e o Reformer complementam-se.
O Reformer pode facilitar os primeiros movimentos em quem tem dor ou pouca força, graças ao apoio das molas e do carro. O solo exige mais controlo do próprio peso do corpo e prepara para os gestos do dia a dia. A escolha, e a combinação entre ambos, é feita pelo fisioterapeuta em função da avaliação e dos objetivos de cada pessoa.
Como é a primeira sessão?
A primeira sessão começa com uma avaliação: uma conversa sobre o historial, as queixas e os objetivos, seguida da observação da postura e do movimento.
Depois, o fisioterapeuta apresenta o Reformer e realiza os primeiros exercícios, simples e ajustados à condição da pessoa. Não é necessária experiência prévia em Pilates.
O Pilates Reformer Clínico numa perspetiva integrativa
A dor raramente depende de um único fator. A forma como a pessoa se move, a sua força, o descanso, o stress e os hábitos do dia a dia influenciam a recuperação.
Na Integrativa, o Pilates Reformer Clínico é orientado por fisioterapeutas com formação no método APPI e articula-se com a Fisioterapia e a Osteopatia, num acompanhamento individualizado.
Agendar uma avaliação pode ser o primeiro passo para praticar Pilates de forma ajustada às necessidades de cada pessoa. Contacte-nos.
Perguntas frequentes sobre Pilates Reformer Clínico
É preciso ter experiência em Pilates?
Não. Os exercícios são adaptados ao nível de cada pessoa, e o fisioterapeuta acompanha todos os movimentos desde a primeira sessão.
Quem tem dor lombar ou uma hérnia discal pode fazer Reformer?
Em muitos casos, sim, fora da fase aguda e após uma avaliação. Os exercícios, as molas e as posições são escolhidos em função da lesão e da forma como a pessoa responde.
Quantas vezes por semana se deve praticar?
Depende dos objetivos e da fase em que a pessoa se encontra. Muitas pessoas começam com uma a duas sessões por semana, ajustadas ao longo do tempo com o fisioterapeuta.
É necessária prescrição médica?
Habitualmente, não. A avaliação inicial é feita pelo fisioterapeuta. Após uma cirurgia ou em situações clínicas específicas, pode ser necessária indicação médica.
Este site e o seu conteúdo têm um fim exclusivamente informativo e não substituem o aconselhamento médico ou de um profissional de saúde.
David Brandão | Osteopata, Fisioterapeuta e Instrutor de Pilates Clínico
Cédula Fisioterapeuta: 3652 | Ordem dos Fisioterapeutas // Cédula Osteopata: C-0031697 | ACSS
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